terça-feira, 10 de junho de 2008

O Jornal A Tribuna de Santos

Lo corriente en los viajes consiste en ajustar la imaginacion a la realiad y,
en vez de hacer pensar cómo son las cosas, hacerlas ver como son,
Samuel Johnson

A história do jornal A Tribuna de Santos inicia-se em 26 de Março de 1894[1]. Nesta altura o jornal chamava-se A Tribuna do Povo e circulava duas vezes por semana. Em 1909 o jornal muda de mãos e ambições. O periódico caiçara moderniza-se e ganha uma nova sede. No ano de 1927 o jornal contava com modernas máquinas de impressão da época e era capaz de produzir quarenta páginas diárias. Neste período a chefia do jornal passa para as mãos de Giusfredo Santini, e este encarrega-se de levar o nome do jornal para toda a região e manter o crescimento da empresa que veio a tornar-se o Sistema Tribuna de Comunicação (SAT).

Actualmente o jornal A Tribuna mantém sucursais e correspondentes por toda a Região Metropolitana da Baixada Santista e tem uma tiragem de 45 mil exemplares diários. O jornal edita semanalmente cadernos especiais para públicos de interesses diferenciados, como Jornal Motor, Turismo, Bom Programa, Digital, Ciência & Meio Ambiente, além da revista AT Revista. Além do jornal centenário, o SAC inclui a TV Tribuna (afiliada à Rede Globo), rádio Tribuna FM, jornais Primeiramão Santos e Campinas, o portal A Tribuna Digital e o jornal Expresso Popular, de formato tablóide, fundado em 2001.

As rotinas

Realizada a reunião de editores para a elaboração da agenda de cada dia, os assuntos seleccionados são encaminhados pelos editores de cada área e organizados logo cedo pelo “pauteiro” que reúne o material e define o roteiro. Esse roteiro estabelece a agenda de acontecimentos do dia e os temas a serem abordados.
A partir da distribuição de pautas pelo chefe de redacção, a equipa começa a recolher informações, conforme a orientação e enfoque passados pela chefia. Na fase de edição, o texto pronto é encaminhado ao editor da respectiva área, onde começa uma nova etapa do processo. Após a leitura e discussão do material do dia, o editor responsável reúne-se com o editor de para escolherem as imagens feitas para a pauta.
Na fase de paginação, inicia-se a fase de edição gráfica, acomodando em blocos o material produzido em cada sector do jornal. O departamento de fotografia (DF), composto por dez fotorepórteres e dois editores, situa-se no primeiro andar do edifício do grupo e divide o primeiro andar com o departamento de paginação. É no DF que o trabalho é distribuído, entregue e discutido com os editores. É ali também que, no curto espaço de tempo que resta entre um trabalho e outro, é feita a convivência e a troca de conhecimento entre os fotorepórteres.
Logo que se chega ao DF, o fotorepórter pousa a sua bolsa e põe a conversa em dia, antes de ler as tarefas para si designadas na agenda do DF ou receber as instruções directamente de um dos editores responsáveis: Silvio Luís, o editor, e Luigi Bongiovanni, o sub-editor. Para os estagiários não é diferente.
Foi nesta fase mais descontraída do trabalho que aproveitei para conhecer cada um dos meus colegas de trabalho e para perguntar o funcionamento do DF. Todos, sem excepção, foram atenciosos e bons camaradas de profissão (apesar de no meu primeiro dia de estágio ter sido recepcionado ao som do hino do Corintians Futebol Clube), sinceros críticos até na hora de provar o meu café, pois saber fazer um bom café é um dos principais requisitos para ser repórter fotográfico naquele DF. Um relacionamento que contribuiu e muito a minha inserção no grupo rapidamente e a minha compreensão sobre o funcionamento do DF.

Depois de voltar da rua com o material, o fotorepórter descarrega as suas imagens no programa FotoStation de gerenciamento de imagens. As imagens então são, depois de devidamente identificadas, gravadas na pasta correspondente. Cada pasta representa uma editoria ou secção de cada um dos órgãos de comunicação do grupo, dado o facto que os fotorepórteres do DF trabalham para todos os veículos do SAT[2], não apenas para o jornal A Tribuna.

[1] http//www.atribuna.com.br/historia
[2] Anexo 05 a,b & c

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